Feeling of a Deep Being
Sabem o que é ter acontecido algo e que isso não
sai por nada da vossa cabeça? Eu sei.
Sabem quando tem algo para dizer ou fazer na vossa
cabeça e não são capazes ou tem medo do que possa acontecer, até estragar algo
com esse ato? Eu sei.
Será que tudo tem de ter o seu lado difícil? Supostamente torna-se mais
interessante quando tem o seu lado difícil porque estamos habituados a tentar
superar as dificuldades, mas por vezes era tão bom que só existe-se o lado fácil
e que tivesse tudo ali, era só pegar. Se calhar seria mais fácil fazer o que
temos em mete, ou então de compreender melhor o que se passou.
Porque as pessoas têm de ser tão complicadas? Eu sei que também sou, mas a vez
seria mais fácil se não o fossemos, não só por nós mas para os outros nos
compreenderem e também compreender os actos que tomamos.
E porque tem de sempre existir musicas a combinar
com o que estamos a pensar ou a passar naquele momento? E também porque é que
as procuramos e as ouvimos? Não seria mais fácil não o fazer? Se calhar não,
elas existem porque quase todas as musicas tão relacionadas com momentos, e procuramo-las
e ouvimo-las porque…nem sei porque…sei que também o faço…mas talvez é uma coisa
natural do mundo e do ser humano. Fácil talvez não seria, mas também nada é fácil.
Nem sempre sabemos o que sentimos, e nem sempre estamos preparados para um sentimento.
Seria talvez mais fácil bloquear o coração dos sentimentos…mas isso é impossível.
Mas também não seria muito bom fazermos isso, ter sentimentos é necessário.
Os meus textos por vezes não fazem sentido nenhum, mas vem tudo do meu profundo
ser e sentimento. As vezes também são desabafos que tenho de fazer, mesmo que
não compreendam eu compreendo.
Nós somos assim mesmo confusos. E nem sempre nos compreendem, mas nem nós próprios
nos compreendemos. Podemos fazer um esforço muito grande mas quando estamos
confusos dificilmente vamos compreender o porquê de estar acontecer essas
coisas todas e o porque de ser agora. Sabem o que faz bem nesses momentos,
irmos para um sítio que seja o nosso “abrigo” por exemplo o meu é o meu quarto,
fecharmos a porta, por uma música e ficar ali sentados seja onde for, eu por
exemplo fico na minha cama, a ouvir simplesmente a musica sem pensar no que se
estar a passar naquele momento…as vezes isso também ajuda para pensar no que
temos ou não de fazer, sabe bem reflectir sobre as coisas…para dizer a verdade
eu faço muito isso. Quando estou triste ou chateada meto uma música e
começo a cantar e entro num mundo só meu e esqueço por completo naquele momento
o que me fez ficar assim.
Sabe bem.
Odeio ficar confusa…mas se não o ficasse seria muito estranho pois não tinha dúvidas
de nada, e as vezes, sabe bem ter dúvidas porque nem sempre o que pensamos que está
correto o está. Seria mais fácil tudo na vida se estivéssemos sempre correctos
mas seria estranho. Se querem saber as perguntas que estão agora na minha cabeça
são “Faço ou não?”, “Será mesmo que é o que estou a pensar?”, “Não pode ser”, “E
se estragar tudo?”.
Mas também não serei a única que tem estas perguntas na
cabeça, pois em toda a nossa vida iremos ter perguntas como estas dentro de nós
a remoerem-nos e que por vezes nunca chegamos a fazer o que pensávamos em fazer
ou o que pensávamos em dizer. Mas talvez será ai que perdemos muita coisa que podíamos
ter vivido e que mais tarde nos vamos arrepender de não o termos feito. Mas
onde anda a coragem para agirmos, muitos de nós não temos essa coragem…eu sou
uma dessas pessoas, falta-me a coragem para agir…talvez se eu deixar de pensar
tanto nas coisas e o fizer logo…mas ai o medo consome o nosso pensamento e os
nossos actos.
Mas lá estou eu a ser confusa de novo nos meus pensamentos…mas nos últimos dias
o meu pensamento anda assim, confuso com tudo.
Fico por aqui hoje!
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